sábado, 2 de janeiro de 2010

Pensamentos, Dúvidas e Comentários # 170

Curioso nesta minha separação e em todo este doloroso caminho é que tenho tido respostas e reacções de pessoas que menos esperava.

No outro dia foi a minha mãe. Raramente se expõem sobre a minha orientação sexual. Sabe de todos os meus namorados mas só aceitou um ou outro. O B. foi um deles, aceitou-o de braços abertos, algo que me surpreendeu muito. Claro que só passado 1 mês e tal do final do namoro lhe consegui contar. Não disse nada.

Toda a família já reparou que não estou grande coisa. Sou o único mais animado de toda a família durante o Natal e este ano a coisa tem sido muito complicada e tenho ando triste. Só que ninguém comentou ou falou. Apenas o meu primo.

A semana passada comecei a chorar à frente dela quando estava a conversar sobre a minha viagem à Jamaica. E lhe contei tudo e mais alguma coisa. E no final, numa voz muito baixa, digo-lhe que foi por causa da viagem que tenho andado mais triste, porque pensei muito e quando voltei a Lisboa tentei regressar para o B, mas não deu. E desatei a chorar. E a minha mãe agarrou-me e abraçou-me. Algo muito raro, devido à nossa educação. E no meio do choro apenas ouvi a minha mãe a dizer: “E ainda dizem que o Amor é uma coisa feliz!”.

A outra pessoa foi a minha madrasta. Hoje no meu estado no Facebook coloquei uma parte da letra do post anterior. Esta: “Time after time I think "Oh Lord what's the use? "Time after time I think it's just no good Sooner or later in life, the things you love you loose... But you got the love I need to see me through”.

A minha madrasta disse que gostava. Como já tinha falado com ela que não me encontrava bem por causa de questãoes amorosas escrevi:

Gattaca: isto era o que eu gostava que tivesse acontecido. Foi o oposto :-( É tentar acreditar no grande cliché: "Ano Novo, Vida Nova".

E ela respondeu-me. “The trick is to enjoy what and who you love to the fullest while you have it/them! 'cause, sure as hell, they're gonna go away sometime sooner or later”.
Eu respondi: “Pois… ☹”

Tudo isto é muito bonito, mas a minha questão é uma: não se luta por nada? Todos sabem dizer que nada na vida é fácil ou dado de mão beijada. Por isso pergunto: não se batalha pela pessoa que se ama? Que se quer? Ou mesmo por uma relação. Porque todos sabemos que um namoro não vive só de momentos alto.
Enfim.

Ass: Gattaca

5 comentários:

Aequillibrium disse...

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X disse...

Gattaca, claro que se pode batalhar. Podemos sair de uma relação de "animo leve" ou não. Quando o meu relacionamento anterior acabou fiz tudo o que pude e o que não pude. Lutei com todas as minhas forças. Cheguei ao final e perdi a luta porque percebi que estava a lutar sozinho. E saí dessa luta de rastos. Devastado. Fraco. Triste. Podia não ter lutado? Podia. Mas não tinha sido a mesma coisa. Hoje sei que fiz tudo o que pude e que fui aos meus limites. E por isso tenho a consciência tranquila. Mas na altura teria sido mais saudável para mim ter virado as costas e ter seguido a minha vida assim que as coisas acabaram. Por outro lado todo o sofrimento fez de mim uma pessoa melhor, com mais experiência e que aprendeu a dar mais valor aquilo que têm.
Um forte abraço

Anónimo disse...

You'll have a great year of 2010 (perguntei à Maya e ela garantiu-me).
Abraço.

Graduated Fool disse...

Oh rapaz... podia aqui dizer-te tanto e, ao mesmo tempo, poderia ser tão pouco. Só nós sabemos o que vai cá dentro numa situação dessas... é tudo tão dorido e complicado...
Quem sou eu para falar de finais de relacionamentos se é algo que me deixou num estado absolutamente deplorável? Mais um, sou só mais um. Odeio falar no assunto, deixei de saber falar no assunto, deixei de saber o que achar sobre o assunto...
Resta-me desejar-te força e que voltes a ter aquele teu sorriso de encher uma sala. Um sorriso sentido.

Abraço

Kapitão Kaus disse...

Se não devemos lutar? Claro que devemos lutar!

Abraço:)