sábado, 22 de setembro de 2007

2 dias em Paris

Apetece dizer algumas coisas sobre este filme. Mas sem grandes conclusões ou pensamentos...

É dos poucos filmes que apresentam Paris como sendo uma cidade “normal”. Fala de amor, mas não se refugia em Paris para os clichés habituais da capital francesa. E só esta pequena “piada” dá um toque especial. Porque por querer ser diferente também não filma a cidade pelo oposto. Pelo feio sem sentido. Pelo miserável.

De qualquer forma acho que o filme tentar ser mais do que é. E perde-se. E o início promete mais do que depois nos é apresentado. A meio perde a sua força e depois só mesmo por interesse nos leva até ao fim

Julie Delpy surge sem grandes artifícios visuais. Está a ficar velha. Alias tal como eu... Sempre só são dois anos de diferença. Ela mais que eu...

Humor é mais que muito. Inteligente e muitas vezes muito bem conseguido.

No início do filme Delpy escreve o mesmo que eu uma vez aqui no Clube. “Nos dias de hoje uma relação de dois anos é uma raridade”. Afinal não sou mesmo o único a reparar...

Mais um filme com uma família disfuncional. Desta vez resultado de Maio de 68. A tentar fugir ao termo burguês! Sem grande sucesso.

E será que o amor é mesmo uma coisa assim tão básica e sem grandes magias? Que depois de uma grande discussão, acabamos por dar mais uma oportunidade só porque estamos cansados de procurar? Será tão redutor quanto isto? Ou não é nada redutor e todo o encanto e explicação está nesta simplicidade? E é a isto que se chama crescer?

E é giro como um filme nos faz pensar tudo isto.

Ass: Gattaca

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