segunda-feira, 27 de março de 2006

Os pais!

Todos sabem que eu nunca me dei muito bem com a mãe do JP (o meu ex). É público. Este sábado tinha jantar marcado em casa dele e do Ray. Perguntei: “quem vai?”. Como resposta ouvi, “o pessoal cá de casa”.

Os meus sábados são sempre um stress: 11h-14h call-center, 17h-19h30 ginásio e só depois é que vou para casa. E tenho de sair a correr do emprego para a correr ir para o ginásio que fica no canto oposto da cidade.
Normalmente de sexta para sábado nunca durmo em minha casa (alias sobre estas dormidas fora vou falar brevemente aqui no clube) e isso ainda vem stressar mais o dia porque tenho de andar cheio de mochilas às costas.
Com tudo isto o sábado não dá para muito, pois já está completamente preenchido.
Este sábado, quando sai do ginásio fui para casa, embora antes tenha passado pelo mini-preço para ir comprar vinho e gelados para o jantar. Chegado a casa tentei sentar-me alguns minutos no sofá novo!! Sim tenho um sofá novo… Ou melhor novo em minha casa, pois já é usado.
Como sabem em Lisboa não podemos colocar este tipo de objecto na rua para levar para o lixo sem combinar com a Câmara. E tinha combinado com os serviços camarários que seria nesse sábado que ia colocar o sofá na rua. Operação esta que tive de fazer sozinho. Foi complicado mas consegui descer as escadas com o sofá às costas.
Tudo isto para dizer que só após esta operação é que consegui sentar-me 10 minutos no sofá!

E é incrível como contei tudo isto para explicar porque cheguei atrasado ao jantar em casa do JP. LOLOL
Eram perto das 21h15 quando lá cheguei, mas refira-se que o jantar ainda não estava feito. E quem é que estava lá? A mãe do JP. Sim, ela mesmo… Tipo: TCHARAM!!!!
A minha sorte foi que já tinha bebido dois shots de vodka em casa. É incrível como consegui aguentar-me. Mas amaldiçoei logo o JP, pois começava a vislumbrar uma má noite.

No entanto, e graças às várias garrafas de vinho tinto, e à minha brilhante capacidade de fazer as pessoas beberem e divertirem-se (embora esta última opção só aconteça quando quero) o jantar foi dos melhores que tive nos últimos tempos. Sem recorrer a qualquer substância ilícita divertimo-nos imenso, rimos, bebemos imenso, comemos, contamos piadas, falamos abertamente sobre vários assuntos e eu lá fiz os meus disparates do costume. Foi um jantar bem giro!

Mas o mais curioso é que a meio da noite comecei em pensar em ir falar com a mãe do JP e dizer qualquer coisa sobre o passado. Pensado e feito. Quando começaram as despedidas fui falar com a senhora e em 2 ou 3 minutos arrumei uns fantasmas que tinha na cabeça há mais de 2 anos. Foi bom!!!

Sai e fui para o bairro para me encontrar com a Carla. Fomos ao Mexe um bocado e depois rumámos ao Lux. Rub’n’ Tug iam actuar no bar e nós queríamos lá estar. E assim foi. Até às 8h da manhã.

Em casa consigo adormecer perto das 9h. Acordo ao meio-dia. Tinha almoço marcado com o meu pai e ainda tinha perto de uma hora de caminho até chegar ao destino. E para mal dos meus pecados, ele estava super bem disposto ou seja: não se calava… Eu mal conseguia dizer 5 palavras de seguida… Foi surreal.

Mas senti que algo estava diferente no meu pai. Senti-o preocupado comigo, senti-o mais perto de mim. Acho mesmo que qualquer dia ele vai aceitar o meu convite para ir jantar a minha casa. Foi feito há cerca de 5 ou 6 anos. Até hoje fugiu sempre.

Conclusão foi o fim-de-semana em que, de duas formas muito diferentes, os pais marcaram uma presença muito forte. E, embora não tenha qualquer piada, é giro perceber a importância que os pais têm na formação dos filhos. Para o bom e para o mau!

Ass: Gattaca

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