sábado, 7 de janeiro de 2006

Às vezes gostava de ser má! Mázinha, ruim. Assim quando chegasse o fim do dia, sempre podia dizer que "tens o que mereces".
Há 24 horas que o meu dia não tem corrido nada bem, um pouco à moda de uma montanha russa. Sobe, sobe, sobe... desce, desce, desce... ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
Começou ainda na quinta-feira ao perder um telemóvel, sem a mínima noção do que lhe tinha acontecido (achava que estava a ficar maluca, mas quando o encontrei percebi o porquê), terminando com a notícia de que a minha pequena Pucca tem uma doença grave (displasia da anca) mas solúvel.
O telemóvel era o menor problema, embora tivesse causado uma valente insónia. É da empresa e eu teria de explicar como é que o tinha perdido se não o utilizo habitualmente... difícil. Depois de procurar, procurar, procurar e finalmente desistir e ir dormir, só no dia seguinte o encontrei escondido debaixo do tapete do lugar do morto no meu carro. Foi o resultado de uma grotesta travagem... que o projectou para um sítio escondido. Encontrei-o, pronto.
Entre mil e um outros pormenores durante o dia, dos quais vos vou poupar, acabei o resto de uma folga deitada na cama a olhar para o tecto a contar tostões. Porque são precisos 350 contos (sim, moeda antiga) para operar a pequena Pucca (meu deus, isto parece um anúncio da TVI). Tentei lembrar-me de todos os investimentos, onde podia ir buscar dinheiro, se se pode pagar em prestações... sei lá. Imaginei tudo. E depois de imaginar a operação... dá-me um aperto cá no fundo. Tadinha... só me apetece chorar.
Cá em casa... a vida não é nada fácil.
Acho que esta novela precisa mesmo de um desfecho à Hollywood.
No fundo, de que é que adianta andar sempre a esforçar-me para ser a boa da fita, quando "quase" tudo corre mal? Porra. Apetece-me partir esta merda toda... mas por outro lado... não é politicamente correcto e a minha falta de dinheiro fica cá na mesma.

Beijos
Ziggy

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