sexta-feira, 18 de novembro de 2005

a vida... e a morte

Hoje o dia não começou muito bem.
Estava em minha casa e ouvi nas notícias que tinha morrido um militar português no Afeganistão. Vi na TV. Nada de especial. Notícias destas recebemos todos os dias, principalmente porque no Sítio do Picapau Cinzento estas é que são as verdadeiras notícias.
Mesmo assim fiquei com um nó no estômago, apenas porque três dos meus colegas tinham regressado do Afeganistão, em reportagem, na quarta-feira, exactamente depois de acompanhar esta coluna portuguesa em Cabul.
Saí de casa. Segui para o Sítio do Picapau Cinzento.
A confusão, o stress... o mais normal num dia em que morre alguém nestas condições. A vida de jornalista.
Rapidamente nos apercebemos que o militar que morreu, tinha sido entrevistado na passada segunda-feira pelos jornalistas da casa.
O stress e a pressão aumentam.
O senhor está dentro da televisão a dizer o nome... mas entretanto está desfeito em pedaços algures em Cabul.
Um arrepio na espinha.
Entretanto, recebo a notícia de que morreu a mãe de uma amiga minha, praticamente família, como uma avó para mim, daquelas pessoas que estão presentes em tudo: aniversários, casamentos, baptizados, visitas, jantaradas de família.
Outro arrepio na espinha.

Amanhã faço anos.
Cancelei tudo, parece que tenho um funeral.
Há manhãs dificeis de digerir.

Beijos
Ziggy

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