sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Very cold... play.

Já que desta vez tenho outro tipo de liberdade para escrever sobre o assunto, aqui vai: não gostei do que vi no concerto dos Coldplay.
Já os tinha visto em 2003 e, nessa altura, considerei o concerto fabuloso.
Desta vez levava as expectativas muito elevadas e acabei por ficar decepcionada. O início prometia, quando Chris Martin aparece no meio de enormes números projectados no ecrã metálico ao fundo do palco. Mas a grandiosidade ficou por aí.



O início prometia... mas ficou quase por aqui!

Em termos musicais, os Coldplay não falharam em nada. O alinhamento de canções foi o correcto, a presença em palco foi semelhante à sua anterior actuação no mesmo espaço, o mesmo cuidado.
A grande diferença estava nos termos visuais do concerto.
Em 2003, o palco era composto por telas que projectava todos os ângulos do palco, permitindo que o público conseguisse sempre ver o que se estava a passar.
Em 2005, os Colplay substituiram o anel por um grande ecrã metálico, que podiam ter utilizado para mostrar o que se passava em palco para todo o pavilhão. Em vez disso, recorreram ao grande ecrã para mostrar apenas alguns efeitos de luzes, para mostrar algumas imagens alteradas dos músicos, sem nunca seguir a rigor a actuação.
Outra coisa que achei estupidamente idiota: o facto de terem saído do palco, atravessado o recinto e terem ido cantar para o lado oposto do pavilhão. A ideia teria sido engraçada, se quem deixou de os ver à frente acompanhasse a corrida até ao outro lado com imagens reais... lá está, vai dar tudo ao mesmo... à falta de imagens no ecrã gigante.




Das poucas imagens que mostraram do palco no grande ecrã.



Se têm aquele monstro no palco, porque é que não aproveitam?
Quando o vocalista, Chris Martin, se atirava para o chão e se esponjava como um cão com pulgas... quem é que o estava a ver? o balcão 2... só pode!
Não me levem a mal. Eu gostei do concerto em si e gosto dos Coldplay, mas acho que subaproveitaram um mega-acessório que podia ter dado outra dimensão ao concerto e sobrepor-se ao de 2003.






Olhem o gajo de pernas para o ar!


Confesso ainda que acho que o Chris Martin está a entrar num delírio esquizofrénico. Está lá no seu mundinho das estrelas e das luzes interplanetárias... e de vez em quando vem cá abaixo. Ora pois senão vejam: canta de pernas para o ar, empoleirado num dos suportes das luzes; canta deitado no chão; canta aos saltos no banco do piano como se tivesse alfinetes a picarem-lhe o rabo... artistas!

Beijos
Ziggy

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