terça-feira, 1 de novembro de 2005

Padre Amaro

Depois do meu dilema resolvido da véspera, fui dormir. Domingo acordei e fui ao ginásio. Mais uma aula de hidro, mas desta vez sem a Ziggy. Correu bem. Aquilo é mesmo difícil e puxado... Mas sobre as minhas aulas de hidro logo falo.
A seguir ao ginásio fui almoçar a casa da minha mãe. O meu sobrinho estava com uma birra doida, logo fiquei pouco tempo. Sei que é feio dizer isto, mas não tenho mesmo grande pachorra para crianças a chorar e a gritar por nada!

Perto das 16h pego no carro e vou para Lisboa. Quero cinema muito. Ligo à AV e lá combinamos o ponto de encontro. Ia ser o nosso primeiro encontro de carne e osso. Já nos falamos na net há algumas semanas mas nunca nos tínhamos visto ao vivo, apenas em fotos. Meu amigos, se eu fosse hetero teria ficado bastante interessado em algo mais. Além de uma cara linda, a nossa AV tem um sorriso fabuloso...

“O Crime do Padre Amaro” foi o filme escolhido. Tudo por culpa do Jorge Corrula, que faz do próprio do Padre Amaro. O cabrão é mesmo bonito. Muito mesmo. Sempre lhe achei bastante piada e ainda mais quando o vi na festa de aniversário do Lux. Estive ao lado dele. Creio que o André (allofme) deve lembrar-se deste meu encontro. Pelo menos ainda hoje em dia o Dudu goza comigo por ter ficado a olhar para o Corrula fixamente. Era difícil desviar os olhos. Tal como foi difícil desviar os olhos cada vez que o moço surgia no ecran...

Quanto ao filme: gostei. Nada de especial ou intenso, mas visualmente bem agradável. De qualquer forma está filmada de uma forma demasiadamente parecida com os telefilmes da SIC. Nada de estranhar não é?
Algo que me irritou solenemente: o uso e abuso das músicas da banda sonora. Sim senhor que temos de apoiar o que é nacional, mas não desta forma.... São músicas atrás de músicas... Ter muitas músicas não quer dizer que o filme seja moderno. É isso e as sequencias de 15 segundos, que não deixam definir as personalidades das personagens. É tudo muito plano e sem qualquer profundidade.
Mas voltando às música, destaque para a presença de Sam The Kid.

Quanto às representações dividem-se entra as muito boas, as boas e as más. Certo é que o elenco é de luxo. Senão reparem nos actores que participam: Ruy de Carvalho, Nicolau Breyner, Rogério Samora, José Wallenstein, Lurdes Norberto, Maria Emília Correia, Ricardo Pereira, Pedro Granger e Nuno Mello, João Lagarto, Rui Unas, Ana Bustorff, Margarida Miranda e Paula Guedes fazem parte do elenco. Não esqueçamos o podre do Jorge Corrula... Ainda para mais o realizador sabia muito bem o que ali tinha e coloco o pobre do moço diversas vezes nu... O cabrão tem um corpo, vai lá vai... A este corpo juntem uma cara linda e temos um pecado em pessoa.

Para mim os melhores momentos são conseguidos com a dupla gay Rui Unas e Diogo Morgado. Também gostei bastante do desempenho de Nuno Mello e da principiante Soraia Chaves. Achei que a moça tinha garra..

E pronto, não sendo nenhuma obra prima, é simpático.

Agora que o Eça de Queirós está a dar voltas no tumulo é que já não sei. Depende do espírito dele...

Ass: Gattaca

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