segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Parabéns Eurofestival!



E já lá cantam 50 velas no bolo de aniversário. É verdade sim senhor, o Eurovision Song Contest já tem meio século de existência.

Assisti em directo a mais de 20 edições. Tenho várias memórias das edições anteriores a 1986, mas sei que este foi o ano em que fiquei a ser fã deste concurso. Acho que sei todas as músicas de cor e salteado. Viva os neurónios gastos com isto… Pelo menos ainda não foram queimados em nenhuma noite de aditivos!

Não sei explicar esta pancada. Sei que é uma espécie de tradição familiar: quando era mais novo, todos os anos a família (entenda-se primo, mãe e irmãs) juntava-se para assistir ao desfilar das músicas. Actualmente é motivo de reunião entre um grupo de amigos. Somos sempre os mesmos e quase só nos encontramos anualmente por assistir à cerimónia. É bom saber que nisto a tradição ainda é o que era!

Não sou dos mais fanáticos. Não pertenço ao OGAE, não compro os discos todos, não sei os nomes dos cantores gregos, não compro os álbuns editados pelos artistas que participam no ESC, não estou inscrito em nenhum fórum de discussão de ideias, não sei todas as pontuações de todos os países, não sei quantas vezes cada artistas já lá foi, não conheço as letras das músicas antes de serem interpretadas ao vivo pela primeira vez… Basicamente não sei muita coisa!

O que sei é que me divirto muito a assistir ao ESC. Sei que adoro comentar tudo e mais alguma coisa. Sei que adoro a festa que se cria em torno deste evento. Sei que tenho curiosidade em ver as actuações. Sei que gosto de ver os gajos giros que lá participam. Sei que gosto de ver os vestidos das moças. Sei que tenho todos os concursos em VHS desde 1980. Sei que todos os anos fico super curioso para ver os espaços cénicos criados nos palcos. Sei que critico tudo e mais alguma coisa. Sei que nos próximos anos faço questão de continuar a assistir em directo às canções.

Quanto a cerimónia de comemoração dos 50 anos do ESC, que aconteceu este sábado, não vai ficar na memória. Foi tudo algo estranho, vazio e piroso. A organização foi da Televisão estatal dinamarquesa, o que ainda trouxe alguma qualidade ao espectáculo. Imagino isto organizado pelos países do leste ou Turquia e afins… Era desgraça total.

A ideia era recordar alguns dos melhores momentos destes 50 anos. Mas a meu ver foi tudo muito “atabalhuado”. Ficaram de fora muitos bons momentos e boas músicas. E não entendi muito bem as escolhas para os medleys! Foi tudo algo pobrezito.

Para mim, as músicas escolhidas para a grande final também deixaram algo a desejar. Só concordei com a escolha de “Poupée de Cire, Poupée de Son” (France Gall 1965), “Waterloo” (ABBA, 1974) e “Save Your Kisses for Me” (Brotherhood of Man, 1976). Não entendo como é que a vencedora da edição deste ano podia estar a concorrer ao título da melhor música de sempre do ESC. Ou mesmo a canção de Stertab Frener (a vencedora turca de 2003). Mas existem problemas bem mais graves no mundo…

Para além dos bailado parvos e sem grande sentido, desta cerimónia especial fiquei com a ideia de que as músicas concorrentes foram cortadas. CRIME!!! CRIME!!! Estranho quando a duração máxima das músicas é de 3 minutos… Mas mais uma vez volto a dizer: existem problemas mais graves no mundo…

Como seria de esperar, a fabulosa, Dana Internacional, foi mais uma vez fonte inesgotável de gargalhadas e polémica. Eu gostei! Pena foi ter cantado o “Parlez Vous Français” em inglês! BURRA!!! Mas sempre com as mamas à mostra! Valha-nos isso…

Como já devem saber os grandes vencedores da noite foram os ABBA!

Em suma: foi mais um serão passado ao lado da minha mãe a ver e ouvir músicas do nosso passado. Há muito tempo que não ficávamos os dois juntos durante tanto tempo. Foi mesmo uma viagem ao passado!!!

Ass: Gattaca

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