sexta-feira, 16 de setembro de 2005

um dia inédito

Aconteceu-me uma coisa no trabalho que nunca me tinha acontecido antes: apontarem o dedo a uma coisa que eu teria dito, dizendo que eu espalhava calúnias e infâmias...
Bem, a realidade dos factos foi que eu ouvi a conversa em questão, sobre a pessoa em questão e a terceira pessoa envolvida. Mas não comentei a conversa. Usei da palavra apenas para explicar o que um dos intervenientes teria dito, repetindo por outras palavras.
Falavam de uma pessoa hierarquicamente superior a qualquer um de nós e de um caso grave. Eu não fiz comentários directos ao assunto. Comentei um caso pessoal, directamente ligado a mim.
O dia terminou e eu saí.

Hoje, o chefe chamou-me para me dizer que não admitia este tipo de atitudes, o mau ambiente que eu estava a criar, as calúnias e as infâmias e especificou os assuntos - são dois -, que eu imediatamente identifiquei como não tendo sido eu a falar sobre eles. Um deles já o comentei com diversas pessoas, exteriores ao sítio onde trabalho, mas não nos moldes que ele me colocou.

Em minha defesa disse que a primeira conversa passou por mim, pelos meus ouvidos, mas não fiz parte dela. Não comentei as pessoas envolvidas.
No segundo caso, que me afecta pessoalmente, disse que era normal que me queixasse quando me deixavam quatro horas sozinha, com todo o trabalho em cima, assumindo responsabilidades que me ultrapassam. E no fim dessas quatro horas, ainda teria de aturar uma pessoa com mau feitio, tresandando a álcool (ao qual eu chamei "total alheamento da realidade") - e se não comentei antes foi por não querer criar ondas para a pessoa que se alheia todos os dias.

Os erros que esta pessoa possa eventualmente cometer, depois das quatro horas de alheamento, são-me sempre apontados a mim, as falhas são-me cobradas a mim, e as impossibilidades atribuidas a mim.
Com certeza, sou capaz de abrir a boca e dizer... b***** de merda.

De qualquer forma, disse o que tinha a dizer e admiti que tudo o que tenho para dizer que valha a pena, que não seja apenas reacção a quente, digo na cara, não digo nas costas, principalmente num caso destes.
Tenho grande capacidade de controlo nestas situações e tento aguentar-me ao máximo para não arranjar crispações onde não é preciso. Há mesmo quem diga que eu devia refilar mais, comentar mais, abrir mais a boca.

Moral da história:
alguém me atribuiu palavras indevidamente e por isso fui acusada de calúnia.
quem abriu a boca e lixou os colegas? e ultimamente decidiu lixar-me a mim?

Eu não identifiquei as pessoas que tiveram a conversa, porque considerava uma facada nas costas. Falei individualmente com algumas das pessoas que eu tenho a certeza que não me iriam acusar de algo que não fiz, que me deram apoio.

Passou o dia e pensei várias vezes no assunto e cada vez mais acho que tenho razão - acusaram-me de algo que não sou responsável, à excepção de ter comentado um caso próprio, até porque não tenho de comentar casos alheios.

Depois deste dia, a minha piedade acabou.
Beijos
Ziggy

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