quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Amigo ou conhecido?

Estas férias foram algo estranhas. Principalmente a segunda semana. A primeira foi 6 estrelas, não tivesse ficado a dormir em casa do Efe, no Meco. Foram 5 dias sozinho e maravilhosos…

Um dos episódios que ajudou a esta atmosfera bizarra aconteceu num final da tarde quando fui ter com o Karmatoon ao Amo-te Chiado. Quando ia na rua pareceu-me ver um amigo meu a entrada dos Armazéns do Chiado Esse meu amigo é actor e de quem já falei aqui algumas vezes.
Como não gosto de fazer figuras de burro e não tinha certeza de ser ele, não lhe falei e continuei o meu percurso. Entro no Amo-te e estou lá alguns minutos e descomprimir da formação daquele que iria ser o meu segundo emprego.

Quando saí, o tal amigo ainda estava no mesmo local, embora já acompanhado. Desta vez olhei para a orelha e reconheci o piercing dele. Decidi então fazer uma brincadeira e telefonar-lhe para lhe dizer que o estava a ver…

Peguei no meu telemóvel…

A chamada começa…

O tal amigo pega no telemóvel e para meu espanto vejo a seguinte frase a sair da boca dele: “Porra é este chato outra vez. Não tenho paciência”… E volta a colocar o telemóvel no bolso do casaco.

Fiquei gelado... Sem saber reagir ou o que pensar… Automaticamente também desliguei a minha chamada… Por incrível que pareça a desilusão foi muita!

Não entendo o porquê das pessoas serem falsas e cínicas. Ainda me lembro de ter sido ele a ligar-me à poucos dias para me convidar a ir ver a nova peça onde participa. Onde está a sinceridade entre as pessoas? Eu quando não gosto de alguém não a convido para ir a minha casa ou telefono-lhe. Não passo noites inteiras com ela… Não tenho paciência para fazer sala ou gastar o meu tempo com pessoas que não me interessam. Não faço esses fretes.

Se calhar é por isso que tenho fama de ser resmungão…

Não entendo!

De qualquer forma guardo com carinho as noites que passei em casa dele a fumar cigarros franceses, a comer, a ouvir músicas e a disparatar… Uma dessas músicas era esta:

“My world is empty without you, baby
My world is empty without you, baby

And as I go my way alone
I find it hard for me to carry on
I need your strenght
I need your tender touch
I need the love, my dear
I miss so much

My world is empty without you, baby
My world is empty without you, baby

From this old world
I try to hide my face
From this loneliness
There's no hiding place
Inside this cold and empty house I dwell
In darkness with memories
I know so well

I need love know
More then before
I can hardly
Carry on anymore

My world is empty without you, babe
Without you, babe
(My world is empty) without you, babe

My mind and soul
Have felt like this
Since love between us
No more exist
And each time that darkness falls
It finds me alone
With these four walls

My world is empty without you, babe
Without you, babe
(My world is empty) without you, babe

Without you, babe
Without you, babe“

(escrita por Brian Holland, Lamont Dozier, Edward Holland jr e interpretada pelas Supremes)

Não faço qualquer questão de voltar a falar com ele. Não sei se ele passa por aqui no Clube, mas também não me interessa…

Estranho é que nos últimos tempos tenho vivido episódios bastante “demolidores” e pouco simpáticos. Acho que não tenho feito nada para os merecer. Ou tenho?

Certo é que por burrice minha cada vez me sinto mais inseguro e com menos vontade de conhecer pessoas. Agora quase que questiono tudo. E não me apetecia nada… Será que vou ter de começar a desconfiar de todas as pessoas? Obviamente de muitas delas não espero nada de mau, mas…

Ass: Gattaca

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