terça-feira, 3 de maio de 2005

gostava..

...de vos descrever exactamente aquilo que estou a pensar... mas não consigo. Às vezes penso que é uma maneira egoísta de pensar. Por outro lado, e vendo bem as coisas, quem é egoísta não sou eu, pelo contrário, são os outros.
Parece que estou a tentar desresponsabilizar-me de algumas situações. Mas não é isso. Às vezes calo-me, só para não me chatear com as pisadelas dos outros. Há pessoas que me recomendam a diplomacia. Outras dizem-me para explodir. Entalada entre estes dois extremos acabo por ficar a ruminar sobre as situações e enquanto os outros vivem a sua vida, descansados e bem dispostos, eu pareço um disco riscado a patinar no mesmo sítio. Já os outros esqueceram e eu estudo os pontos onde os cacos se partiram e como podia ter evitado.
Gostava de encerrar mentalmente este assunto. Não sei como. Posso virar-me para o outro lado e esquecer. Ou posso continuar a ruminar, sem sair do mesmo lugar.
Quando queremos alcançar uma meta, traça-se um caminho:
Onde quero chegar?
Como lá quero chegar?
O que estou disposta a fazer?
O que não estou disposta a fazer?

Tenho respostas para todas as questões. Mas não quero responder com medo de ferir sentimentos... mas também pergunto: estarão esses sentimentos terceiros preocupados com as minhas respostas? Provavelmente não estão. Nem querem saber.
Quando precisam, voltam a bater à minha porta; quando não precisam, simplesmente desligam. Eu não censuro estas atitudes ao ponto de virar a cabeça para o outro lado e nunca mais ligar. Tento compreender e espero dos outros o mesmo nível de compreensão. Até tento perceber que não têm um nível de compreensão igual ao meu (não que o meu seja melhor ou pior).
A tentar equilibrar algumas situações, acabo sempre a ser eu que fica com o calo pisado. Há dias em que eu também sou intolerante e não meço as consequências do que digo. Por isso tento redimensionar as questões e dar-lhes um novo contorno.
Quando me pedem "tens de perceber quem eu sou e como sou"... peço exactamente o mesmo... nem mais nem menos. Acho que isto não é cobrar, porque a amizade não se cobra. Presta-se.
No meio disto tudo... nem sei onde fico.

Beijos
Ziggy

PS: desculpem mais uma vez a ausência e ainda o regresso tão confuso...

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