sexta-feira, 1 de abril de 2005

Dias de Ziggy

Esta tem sido uma semana de altos e baixos. Uns dias de sorrisos, outros de olhos tristes e muita apreensão. Já lá vão bem mais de seis meses nesta instabilidade:
1) seis meses de joelho empanado(*);
2) seis meses de trabalho equivocado;
3) seis meses de maus olhados, pragas e invejas(**);
4) seis meses de angústia;
5) seis meses de incertezas;
6) seis meses a adiar tudo para a semana que vem.

Esta pequenina lista de razões dá-me, no meu entender, todo o direito do mundo de me sentir miserável, embora eu tente lutar contra isso.
Sinto-me a viver numa teia de conspiração crescente. E não gosto.
Sinto-me uma dissidente nas mãos de uma ditadura. E não gosto.
Não sei qual o rumo que isto vai levar. E não gosto.
Eu mando na minha vida, por isso só eu posso mudar o que não gosto. Só estou à procura da porta certa a abrir para sair deste labirinto. É difícil concentrar-me nesse objectivo quando alguns magnetismos negativos me consomem as energias.
Continuo a sentir as setas que atiram na minha direcção e os torpedos que me perseguem por razões alheias ao dia-a-dia, simplesmente por inveja e dor de corno, com o objectivo de me deitar abaixo.
Não sou santa, nem quero ser. Porque quando me pisam os calos, já sabem que lhes dou troco. Se não for hoje, é amanhã. Não está a ser fácil controlar o desejo de que se faça justiça e a mó que está em baixo passe para cima. Eu só posso contribuir em particular para o fio geral da vida, mas não o posso conduzir.
Aguardo mais uma vez desviando-me dos males que encontro no meio do labirinto, concentrando-me num episódio mais feliz.

Beijos
Ziggy

(*) este problema terá solução em Maio. ontem ficou decidido com aquele médico giro que vou à faca. mesmo tendo recebido a notícia, que não me alarmou de todo, foram uns 20 minutos engraçados com o sr. doutor ortopedista, que depois de me dizer que "não custa nada" e que o joelho por dentro "parece um aquário" e até "podemos por o Nemo lá dentro", finalizou dizendo para falar com ele a 14 de Abril e agendar a operação para 27 de Maio. "Bale?", rematou o médico. Bale... que remédio!

(**) Já me esqueci da reza do Quebranto para espantar o mau olhado. Mas faço figas às gajas... FIGAS FIGAS FIGAS... esperteza, esperteza era fazer uma FISGA e atirar-lhes a um olho... isso é que era!

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