segunda-feira, 21 de março de 2005

polivalência ?

Lamento, lamento a minha ausência. Desculpem caros sócios! Mas pela primeira vez em um ano consegui que no sítio onde trabalho atribuíssem e explorassem a polivalência de um funcionário... EU!
Há um ano que aqui trabalho, como jornalista, e não se contava nenhuma notícia, peça, crónica, artigo ou qualquer outro “item” jornalístico escritos por mim! Ofereci-me então para escrever sobre o Grande Prémio de Fórmula 1. Não sou uma expert, mas acho que todos os jornalistas têm capacidade para escrever sobre tudo, desde que arranjem o background necessário para desenvolver sobre determinado assunto.
Estudei, estudei, estudei… passei uma semana dedicada aos carros de fórmula 1, às equipas, às cores, ao circuito, às peças que tinham sido escritas, à ordem das notícias, aos verbos que se utilizam no desporto em questão. Não podia dizer que estava “por preparar”. Este é sempre o meu método de trabalho.
Compreendi tudo, acompanhei os treinos e a corrida até às tantas da madrugada. Vi os meus pais deitar e levantar… e eu sempre a escrever.
Assim contado ao de leve até parece que correu às mil maravilhas… à excepção de um pormenor: a falta de colaboração da tecnologia.
Durante a primeira noite… perdi todos os textos que escrevi, tendo de escrevê-los todos outra vez, esquecendo-me de alguns detalhes sobre os treinos. Mas tinha alguém a rever-me os textos que os acrescentou. Menos 10 pontos para mim, porque quem corrigiu deve pensar que eu não percebia era nada do assunto. E ainda por cima era aquele gajo giro, que eu até gostaria de impressionar… BOLAS!
Na segunda noite, já não fui em conversas e gravei sempre os textos em vários formatos não fosse o diabo tecê-las. Mas o sistema teimou em encravar, não me deixando colocar os textos e desta vez sem ninguém deste lado para dar cobro ao meu desespero. Acabei por colocá-los com alguns erros e a ter de mandar correcções.
Para adocicar isto tudo, ainda tive a sorte de uma das agências internacionais mais conceituada se ter enganado nas classificações e eu ter repetido o erro, tendo mais uma vez de mandar uma correcção.
A certa altura da noite já nem tinha a certeza de como se escreviam certas palavras... e a dislexia atacou-me de uma forma valente!
Somadas as duas noites, a olho nú, eu fico a parecer uma burrinha e desleixada. Mas juro que a culpa não foi minha.
Cheguei à conclusão que provar a polivalência só vai dar alívio à minha consciência e lustro ao meu ego, já que nenhum dos chefes o reconhece. E não sei se duas noites em branco valem o esforço. Estará na altura de me sentar nesta sala de espera e viver no estado de graça dos funcionários da função pública?
Eu continuo a achar que não e a gostar de viver no limite… mas mesmo assim não sei se vale o esforço.

Beijos
Ziggy

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