quarta-feira, 2 de março de 2005

gone crazy and depressed

O elevado consumo de anti-depressivos em Portugal deve ser considerado um problema de saúde pública. A ideia é defendida pelo vice-presidente do Infarmed. Já a Ordem dos Médicos e a dos Farmacêuticos diz que o problema não está no controlo mas sim noutras situações que devem ser melhoradas. (TSF)

É por estas e por outras semelhantes que o nosso país não sai da cepa torta. Prendem-se com discussões de ninharia e os grandes problemas saltam de mão em mão sem serem resolvidos.
Ora estava eu na santa paz do senhor no local de trabalho quando ouvi esta reportagem sobre o consumo de anti-depressivos, calmantes e drogas legais afins...
Há senhores muito preocupados com o crescimento do consumo de anti-depressivos em Portugal... porra olhem pela janela e vejam lá fora o que se passa. Qual a estabilidade do país? Qual a estabilidade da economia? Vivemos num país que muda de governo de dois em dois anos. Vamos ter um primeiro-ministro preocupado com a tecnologia, a ciência, o cartão único, entre outras barbaridades que não sustentam o dia-a-dia de um país.
Estas não são razões mais do que suficientes para estarmos todos deprimidos?

Lisboa, onde alguns dos nossos caros sócios vivem e trabalham, é a 33ª cidade mais cara do mundo... será possível? No país mais pobre da Europa? Nós, os primeiros da lista do fim para o princípio? A qualidade de vida mais cara para os salários mais pobres?
Não será também suficiente para estarmos deprimidos?
Somos todos malucos ou simplesmente deprimidos crónicos?
Há aqui qualquer coisa que não bate certo.
Ser deprimido, stressado, nervoso, ansioso é um problema dos cidadãos de países desenvolvidos, coisa que Portugal cada vez parece menos. Mas nós com a mania das grandezas já herdámos estas “doenças” todas dos tempos modernos.
Pobres e deprimidos acham que vamos ao médico para ter uma “conversinha” e no final ouvir que “há que ser positivo” ou “o seu melhor remédio é o optimismo”?
É isto que estes senhores bastonários querem que se faça? Com bolos se enganam os tolos.
Com o estado de espírito deprimido como é que as pessoas dão rendimento ao país? Como se criam as bases para o crescimento económico? Com um país à beira de um ataque de nervos, querem que as pessoas se curem com aspirinas e caldos Knorr?
Cresçam e apareçam. Vão mas é para casa coser os buracos das vossas meias e não nos chateiem mais… deixem-nos tomar os comprimidos que quisermos para nos tornarmos pessoas minimamente equilibradas para dar conta do país no futuro depois de vocês terem dado cabo dele!

Beijos
Ziggy

Sem comentários: