terça-feira, 15 de março de 2005

Bagunçada

A cada mudança de Governo há bagunçada no sítio em que trabalho. Um dia saem uns para assessores. No dia seguinte saem outros. Com certeza, mais dois anos, e voltam a entrar aqueles que saíram esta semana, para voltarem os outros que se sentaram nestas cadeiras ontem. Mas isso agora não interessa nada.

Interessa que mais uma vez, com a bagunçada desta casa, quem vai jogar o jogo das cadeiras sou eu. Não há um lugar onde eu possa assentar arraiais e dizer “este é meu”.
Há um ano cheguei aqui, sentei-me num posto de trabalho que foi meu durante 4 meses. Mudei-me para outro piso, para uma sala provisória, com umas cadeiras do mais inconfortável que pode haver. Ao fim de 2 meses consegui uma sala só minha… que paraíso. Durou mais 2 meses, até que fui transferida novamente para o meio da bagunçada, onde teria de arranjar um computador para o fim da manhã e outro para a tarde do qual seria expulsa às 18.00 horas, tendo aí de voltar a procurar outro posto de trabalho. Ao todo, num único dia, somaria 3 lugares de trabalho. Percebem porque é que aqui o trabalho rende?!
Encontrei um computador vazio, onde me estacionei até hoje. O computador estava à beira da morte cerebral. Tratei dele como se fosse "lá de casa". Dei-lhe todos os remédios necessários para o reanimar. Ele voltou a trabalhar lindamente, recebendo-me todos os dias com um sorriso saudável!
HOJE com muita diplomacia, aliás algo que reina nesta casa de “camaradas”, disseram-me “é melhor ires pensando em mudar de casa porque vamos precisar desta mesa”. Ao qual eu respondi: “outra vez?”. Que eu saiba ainda não é para mudar de funções, mas tenho de procurar outro lugar para me estacionar. Com tanta volta já ninguém sabe qual é a minha extensão de telefone. Tão pouco devem saber se eu existo.
Isto parece presunção. Mas chateia-me tanta reviravolta sem objectivos.
Não entendem que uma pessoa tem de criar laços emocionais com o seu local de trabalho, nem que seja apenas um mísero metro quadrado?
E principalmente chateia-me a maneira como alguma “desta gente” trata as outras pessoas. E não há ninguém que venha por ordem nesta casa. Caramba.

Beijos
Ziggy, no reino da bagunça e da má educação

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