terça-feira, 11 de janeiro de 2005

“Melinda e Melinda”

Fiz as pazes com Woody Allen!

Ontem saí da rádio e fui à sessão da meia noite no Corte Ingles. Como já tenho dito muitas vezes por aqui, tenho muitos filmes em atraso para ver. Escolhi o “Melinda e Melinda” o novo filme de Woody Allen por causa do trailer que tinha visto na véspera quando fui ver o “5x2”. Tenho a dizer que está muito bem feito, o trailer.

Estava muito chateado com o senhor Allen. Achei os seus últimos filmes muito mauzinhos e sem qualquer interesse. Será o problema de realizar um filme por ano? É que realmente por muito bom que o senhor seja é preciso descansar.... Odiei o “A Maldição do Escorpião de Jade” e abominei o “Anything Else” (alias que porra era aquela? Um filme???). Quanto a “Hollywood Ending” até gostei, mas nada de especial...

Com “Melinda e Melinda” acho que Woody Allen volta ao seu melhor.

A mesma história é contada por dois prismas: um cómico e um dramático.

“Melinda e Melinda” tem um elenco fabuloso de onde se destaca Radha Mitchell, uma Nova Iorque cada vez mais bonita e mais bem filmada por Allen, uma banda sonora exemplar, uma fotografia cheia de pequenos pormenores e cativante e um argumento eficaz e bem construído que no final nos transmite uma mensagem que muitos deviam ouvir e seguir.

E depois sempre surge a belíssima Amanda Peet. Ela no filme é uma assistente de realização e anda de saltos altos nos locais de filmagens. Muito me ri eu... Tudo em prol do glamour... E mora numa casa fabulosa, se bem que preferi o loft da Chloë Sevigny. Vejam o filme de depois digam o que acham...



Houve dois diálogos no filme que não me quis esquecer. Um deles, que infelizmente não me lembro bem, afirmava que o amor é algo que nunca termina bem. Que mais tarde ou mais cedo acaba e depois vem o sofrimento. Em traços gerais era esta a ideia! Acho que concordo e pelos vistos também muitas pessoas deste planeta.

No final do filme fica outro grande cliché, mas que é sempre bom ouvir: A vida é curta demais para sofrermos. Por isso o melhor mesmo é aproveita-la o melhor que pudermos.

Onde se assina a petição?

Quando acabou o filme, lá saí da sala sozinho mais os 4 casais que lá estavam. Chego ao carro e ligo o rádio na Oxigénio. Estava a tocar um instrumental tão saboroso que não consegui arrancar. Depois Roycksopp... Aí já estava a caminho de casa.


Ass: Gattaca


PS – Fiquei furioso no Corte Inglês. Os cabrões dos bilhetes já custam 5€20. E à segunda-feira não têm desconto... Porque não fui eu ao Monumental e utilizava o meu cartão?? Adoro as salas dos Corte Ingles, mas 5€20 já é caro demais... E para mais ainda nos candidatamos a levar com a merda das pipocas...

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