segunda-feira, 28 de junho de 2004

Um fim-de-semana caótico

E pronto... De regresso a Lisboa depois de dois dias passados no Porto. Agora é que acho que não há volta a dar. Fui ter com o João para falar, ou pelo menos tentar. No fundo havia da minha parte a esperança de que as coisas fossem resolvidas... Mas não! Nada, zero... Acho que nunca me senti tão perdido, desorientado e confuso.

O encontro aconteceu no sábado assim que cheguei ao Porto. Ele foi-me buscar à estação - como tantas vezes tinha acontecido no nosso namoro. Vi-o e foi horrível! Senti-me indefeso, desorientado, perdido, desarmado, o chão fugiu-me dos pés, os olhos olharam logo para baixo. Queria fugir, voltar para Lisboa.

Só o queria abraçar, senti-lo, encostar-me e perceber que tudo tinha passado. Na realidade apenas aconteceu o aperto de mão e umas lágrimas a saírem sem autorização dos meus olhos. O meu estômago era um buraco de dor... Ele continua lindo de morrer, continuo a ama-lo.

Depois... Depois foi péssimo... Cada vez que o olhava chorava, não consegui tirar os oculos escuros, não consegui dizer-lhe o que sentia. Ele falou, eu falei. Resultado zero!

Nessa noite fui sair com uns amigos meus: Ribeira, Maus Hábitos e Triplex. Alcóol e droga fizeram parte da ementa. 03h30 começo a perder o controlo dos pensamentos (a porra do pólen era bom)... Queria-o, precisava dele. Envio-lhe sms e nada de respostas. Era insuportável estar na cidade dele e não o ter e não o ver. Continuei a beber, continuei a fumar. Onde estava o meu gajo?
07h casa do casal meu amigo. Dormi até às 13h30. Estava sozinho, nova mensagem ao João. Sem resposta... Tentei ligar-lhe diversas vezes... Nunca obtive resposta! Confesso que devo ter sido insuportável de tanto insistir, mas é ele que eu quero. Humilhei-me, exagerei, insisti. Com tudo isto só acho que o afastei mais. Mas naquele momento para mim era o que fazia sentido. Perdi-o... Jurei que nunca mais lhe diria nada!

A viagem de regresso foi insuportável. Não parei de chorar os primeiros minutos. Não me conseguia controlar. Até que ao som da banda sonora de "Mishima" de Philip Glass adormeci... Até bem perto de Lisboa.

O Cosmos é curioso e brinca connosco de uma forma estranha!! Quase em Santa Apolónia recebo uma chamada de um amigo que também tem um namorado que mora no Porto. Estava na estação porque o gajo dele tinha ido para casa. Pedi-lhe para esperar por mim para me dar boleia. Assim foi.
Quanto estou a chegar a casa um outro amigo liga a pedir ajuda. Queria desabafar. E lá fui eu jantar fora... Mais 2 jarros de sangria, mais charros, uma noite linda, uma exposição de fotos no Terreiro do Paço e as saudades do João a aparecerem. Chego a casa perto das 01h30. Tinha de falar com ele... Precisava... Liguei (já não cumpri a minha promessa). Não atendeu! Recebo chamada de volta passado algum tempo. E foram os 5 minutos mais calmos que tive nas últimas 5 semanas... Consegui falar com o João como antigamente. O meu João...

E agora? Como vou viver sem ele?

Gattaca

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