domingo, 27 de junho de 2004

A importância do adeus

"- Desliga tu! - diz ela.
- Não, desliga tu! Da outra vez fui eu que desliguei! - diz ele.
- Então desligamos os dois ao mesmo tempo. - diz ela
UM, DOIS, TRÊS
(Silêncio)
- Ah, ah, não desligaste! - diz ela
- Olha quem fala! - diz ele"

Eu desliguei. Desliguei para sempre. Estou Offline. Aquela conversa já a tive várias vezes. É o comum paleio dos apaixonados. Não, não me levem a mal. Não tenho nada contra os apaixonados, nem contra paixões. Paixão é um estado de graça! Eu desliguei e fiquei num estado de desgraça.
Não, não é bem um estado de desgraça. É um estado de vazio. Um estado de nada. O mundo passa lá fora, as pessoas passam lá fora, as estações também, os meus olhos acompanham, mas as emoções não. Não querem saber. Querem lá saber. Fazem tudo de empurrão ou puxado por saca rolhas.
Estarem sós ou acompanhadas? Tanto faz. As emoções encontram sempre um meio de se ausentar. E este foi o seu principal problema. Há que saber dizer adeus.
Desligar é ficar em stand by. Dizer adeus é desaparecer. Desligar é conversa. Dizer adeus é deixar morrer um sentimento.
POR ISSO, ADEUS!

Ziggy

PS: Porra! Que lamechice. Mas tinha de ser! Nem sempre consigo puxar do rol da asneirada que faz toda gente rir! Desculpem lá!

PS2: Depois de uma selecção a ganhar, vamos ter um novo primeiro-ministro e o Scolari prefere Portugal ao Brasil? Isto é emoção a mais. E depois vêm as férias? É demais!

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